Aylin Bayramoglu fala sobre ser elogiada por Amber Riley e mais

Bruna Kubik 27 de agosto de 2012 2ª Temporada, Entrevistas, The Glee Project Comentários
Aylin Bayramoglu fala sobre ser elogiada por Amber Riley e mais

Aylin Bayramoglu, participante da segunda temporada do The Glee Project, conversou com o TVLine e, durante a entrevista, falou sobre a reação da família em certos acontecimentos do programa, ser elogiada por Amber Riley e muito mais.

Tradução: Amanda Medeiros | Equipe Gleek BR

Para Aylin pode ter sido torturante chegar tão perto de conseguir o arco de sete episódios em Glee e não conseguí-lo, mas você não a verá reclamando. A participante da segunda temporada de The Glee Project diz que a competição “foi, literalmente, uma experiência que mudou a minha vida”, isso reorientou seus objetivos, como uma exemplo a ser seguido não só profissionalmente, mas como um exemplo para muitas meninas muçulmanas que não se vêem representadas positivamente na televisão.

A TVLine conversou com Bayramoglu não só sobre a sua perfomance no The Glee Project, mas como a sua família reagiu a alguns momentos racistas no programa, e como foi ouvir Amber Riley elogiar suas habilidades vocais.

TV Line | Então, antes de nos aprofundar nessa temporada, temos que ser honestos com você: Ficamos surpresos por você não ter ganhado a segunda temporada, depois da sua fantástica apresentação final de “Rolling in the Deep.”
A:
Eu acho que muita gente ficou chocada.

TVLine | Nos conte sobre aquela apresentação. Obviamente, escolher Adele é uma proposta duvidosa. Se você for bem, ótimo. Mas, se não, tem tudo para ser desastroso. Você tinha considerado alguma outra música?
A:
Adele e Amy Winehouse são grandes influências para mim. E “Rolling in the Deep” era uma música que eu poderia me conectar emocionalmente naquele momento. Eu estava em dúvida entre “The One That Got Away” da Katy Perry, mas… não combinava.

TVLine | Como foi assistir o episódio e ver a Amber Riley sentada na plateia, fazendo caras que essencialmente diziam, “Aham, ela está arrasando.”
A:
Ah, meu Deus, foi maravilhoso. Amber é tão talentosa, e estou apaixonada pela voz dela, e a acompanho desde o começo de Glee. E ouvindo-a dizer tudo aquilo sobre mim foi como num sonho. E ela tweetou para mim e para Ali. Eu estava nas nuvens. Foi uma momento muito fã.


TVLine | Então, vamos para o começo de The Glee Project. Você chegou lá, tem 1/14 de chances de estar em Glee, e bem na primeira semana ficou nos três últimos a se apresentarem. Aquilo agitou a sua confiança?
A:
Foi realmente assustador. Minha confiança agitou bem quando entrei na casa, junto com 13 pessoas extremamente talentosas que estavam lutando pela mesma coisa. Por alguma razão, eu não acreditava em nada que estava acontecendo na primeira semana. Eu acho que foi por isso que os mentores estavam meio que, “Cadê o fogo que vimos em você?” Estar nos três últimos, mesmo sendo assustador, foi a melhor coisa que pode ter acontecido comigo naquele ponto da competição, porque “acendeu” meu fogo novamente, e eu fiquei tipo, “Não há nada que me faça ir para casa hoje. É isso. Eu devo provar a eles porque devo ficar.”

TVLine | Um pouco no começo da temporada, você descreveu-se como “uma mulçumana rebelde,” e continuou a repetir a mesma descrição em várias outras situações. Sabendo que na primeira temporada, os jurados muitas vezes falaram sobre o competidor inspirar os roteiristas de Glee, você estava tentando levar em consideração que, sim, havia um personagem interessante para ser escrito para mim?
A:
Eu nunca pensei nisso, para falar a verdade. Honestamente, quando entrei no programa, eu estava tipo, “O que eles vêem em mim? Tipo, o que é tão especial sobre mim que eles querem no programa?” E depois, os comentários que eu recebi na primeira semana abriram meus olhos para isso, eu estava tipo, espere, Ryan [Murphy] está certo, não há ninguém como eu na TV. Então, deixe-me inspirar pessoas.

TVLine | Vamos um pouco para trás, o que você estava fazendo antes de The Glee Project?
A:
Eu estava no colégio estudando Vocal Jazz Performance, na Roosevelt University em Chicago.

TVLine | Então, essa foi a sua primeira experiência em audições para um programa de TV, ou em um reality show?
A:
Com certeza. Minha primeira vez.

TVLine | Nós vimos um showmance rolando entre você e seu colega Charlie desde o comecinho da competição. Foi uma ligação real, versus o resultado inevitável de vocês ficarem isolados de tudo e todos que vocês conhecem, presos em um único lugar juntos, e sob a intensa pressão de lutar por um lugar em Glee?
A:
Ter ficado na casa sem comunicação com o mundo lá fora, e só podendo conversar com quem tava lá, foi a faísca para tudo aquilo. Mas, se tornou em algo totalmente real. Digo, quando Charlie saiu, eu fiquei muito, muito chateada. E nós nos importamos muito com nós mesmos. Quero dizer, ele está no meu apartamento agora, descansando com a Lily no outro quarto. Então, definitivamente, não foi falso. Eu sei que muitos telespectadores disseram que eu não estava muito afim, ou que eu estava só brincando com as câmeras, mas é tudo mentira. Eu estava diferente no começo do programa, e bastante focada em ganhar e estar em Glee, mas deixe-me sentir daquela maneira pelo Charlie, e se tornou algo ótimo.

TVLine | Vocês conversaram sobre como foi inevitável vocês dois acabarem nos três últimos juntos, porque obviamente, é um reality show, e vocês são um casal, e…?
A:
Foi exatamente o que falei para o Charlie quando começamos isso. Eu falei, “Você acha que vamos acabar indo para os três últimos juntos?” e ele respondeu, “Não, acho que não.” E aconteceu, e foi muito, muito, muito ruim. Foi terrível, mas eu sabia que tinha que fazer uma ótima apresentação. E ainda falei com Charlie, “é melhor você dar tudo de melhor que conseguir. Se eu perder, prefiro perder pro seu melhor, do que perder para o seu pior. Então, por favor, não segure nada,” e eu também não fiz isso.

TVLine | E também, em um comentário pessoal, você falou que algumas vezes fora da competição que você não era como a sua família, como mulçumanos, iria reagir em alguns desafios racistas que você participou, ou de alguns do mais chocantes discursos que você fez durante os confessionários? Agora que a temporada foi ao ar, há alguma coisa que os chateou particularmente?
A:
Eu tentei preparar a minha mãe para qualquer coisa que ela poderia ouvir ou ver. A semana de Actability foi forte para ela, quando eu estava grávida, e depois beijando o Michael, mas namorando com Blake. E depois eu tive que ser uma lésbica com a Shanna, e com a Lily, durante a semana de Romanticality. Coisas desse tipo foram um pouco difícil para a minha mãe, mas ela entendeu que eu estava atuando, e eu estava fazendo o que tinha que fazer.

TVLine | Depois da cena romântica com Shanna, vocês duas acabaram nos três últimos. Você recebeu comentários que a interação de vocês parecia mais uma dança que uma relação. Sabendo que o The Glee Project enfatiza canto e dança nos vídeos – e há poucos desafios para a pura atuação – você estava preocupada que os jurados não achassem que você poderia não conseguir mostrar química com outra pessoa na tela?
A:
Bom, eu não acho que foi sobre a química, porque eu acho que Shanna e eu tivemos. Nós duas sabemos o que é gostar realmente de alguém, como olhar nos olhos, só saber pensar na pessoa. Mas, nos termos de coreografia, eu sou uma dançarina. Eu danço a minha vida inteira. Então, se você me der um coreografia, eu farei do jeito que você me ensinar. E Shanna é uma perfeccionista. Eu acho que foi isso que nos fez errar, porque nós queríamos que fosse perfeito.

TVLine | Foi assustador ficar nas eliminações junto com Blake e Shanna, as duas pessoas mais consistentes na competição? Como você se arrumou para a sua última chance para cantar “The First Time Ever I Saw Your Face”?
A:
Nós estávamos chocados por estar lá – eu considerei nós três como os tops. E quando eu descobri como ficaria os três últimos, eu fiquei tipo, “Eu vou para casa. Blake é maravilhoso, Blake é o Blake, eles não o vão mandar para casa. E a Shanna nunca esteve nos três últimos, então eles não vão mandá-la para casa. Eu sou a mais fraca, então vou perder.” Mas, no final, mesmo eu tendo errado algumas palavras – e fiquei muito decepcionada com isso – eu dediquei aquela música para o Charlie. Eles não mostraram isso ao ar, mas eu dediquei.

TVLine | Nos conte sobre a semana de Actability, onde a sua personagem teve que usar um véu muçulmano. Foi uma surpresa pra você quando os mentores pediram para você usá-lo?
A:
Eles não fizeram nada disso, e nós estávamos na décima semana, então eu não estava esperando por isso. Mas, quando eles trouxeram ele para mim, eu fiquei tipo, “Claro, lá vamos nós.” E então botei o véu, e as emoções vieram. Eu me olhei no espelho, e não me vi mais, e eu acho que foi isso que me fez chorar.

TVLine | Alguma das mulheres da sua família usa véu, lenços na cabeça, deixando você sair da tendência, ou esse foi um território bastante diferente na sua experiência?
A:
Eu tenho parentes que rezam e que usam os véus também, mas não é algo muito grandioso na minha família. Minha família é meio que antiga em relação a isso. A maioria de nós não usa véus. Eu realmente não estava acostumada a me ver daquele jeito.

TVLine | Você teve muita coisa pesada para aguentar naquela gravação também. Como você se sentiu vendo aquelas cenas de novo, o trailer de um filme de mentira que você fizeram na semana de Actability?
A:
Nós não filmamos tudo em sequência. Eu tive que estar numa cena romântica com Blake, e depois eu teria que ficar grávida, e depois flertar com o amigo do personagem do Blake, Michael. Foi difícil. Tive que me concentrar muito. Mas, fiquei surpresa de como as coisas ficaram, porque não tenho nenhuma experiência com atuação. Os mentores me falaram, depois da competição, que tenho ótimos instintos como atriz, mas eu particularmente não entendi aquilo, até ver o episódio de Actability.

TVLine | Várias vezes quando você teve que apresentar-se para Ryan Murphy, e especialmente no final, essa noção de que você poderia ser um exemplo para garotas muçulmanas, que você poderia representar o tipo de garota que não é muito bem visto na televisão. Honestamente, o quanto seria bom ver esse tipo de representação da cultura muçulmana na televisão de uma maneira interessante e positiva?
A:
Seria ótimo. Depois do 11 de setembro, as pessoas tem medo dos muçulmanos, e não sou desse estereótipo. Eu acho que eu poderia mudar muitas mentes, e talvez inspirar as pessoas. Quando eu cresci, nunca vi ninguém na televisão que parecia comigo. Tipo, eu não posso nem dizer que pareço com alguém famoso. Então, eu tive muita dificuldade com auto-confiança, e eu nunca me achava bonita. Eu estando na TV, influenciaria muitas garotas que não se acham bonita, ou que não são o tipo, de menina americana perfeita. Essas garotas são lindas também, mas não são representadas de maneira alguma.

TVLine | Então pra aonde você vai daqui? Alguma porta se abriu para você na carreira de atriz, ou você irá voltar para o colégio no outono?
A:
Não, eu deixei o colégio. Me mudei para Los Angeles com a Lily (Mae Harrington). Eu realmente quero fazer aulas de atuação, e com certeza farei no futuro próximo, e também fazendo algumas audições. Estou pronta. Isso não é a última coisa que as pessoas viram em mim. Eu posso prometer isso.

TVLine | Foi difícil chegar tão perto de ter o papel em Glee, e perder bem no final?
A:
Você sabe, eu queria muito aquilo. Eu queria muito mesmo, mas não posso nem ficar chateada, porque eu amo muito o Blake. Ele é incrível. Claro que eu queria ter ganhado, mas estou muito, muito orgulhosa dele. Ele vai longe.

TVLine | E pelo fato de você estar morando em L.A. com a Lily, devemos dizer que alguns comentários sobre rivalidade e severidade sobre vocês duas foram ligeiramente forjados em termos de edição?
A:
Nós não nos odiamos. Ela é uma das minhas melhores amigas. Nós nos amamos. O mais engraçado é difícil, nós falamos algumas coisas sobre nós para as câmeras, mas depois de tudo, nós falávamos uma para a outra, “Isso foi o que eu falei sobre você. Tipo, lide com isso.” Nós temos esse tipo de amizade. É ótimo.

TVLine | Então, o que você acha: Nós vamos te ver na quarta temporada de Glee? Você vai tentar entrar de alguma maneira na série?
A:
Não estou desistindo da esperança. Não tenho ideia do que pode acontecer no futuro, mas um papel em Glee seria incrível. Mas, tenho que agradecer a todos envolvidos no show, especialmente Ryan Murphy e os mentores, porque atuar sempre foi um sonho para mim, desde criança, e eu não poderia ter pedido por uma melhor maneira de entrar neste negócio.

Fonte: TVLine

Sobre o Autor

Paulista, 20 anos, aspirante à escritora. Perdida, com memória péssima e toda atrapalhada; assiste séries demais para a cabeça, mas está sempre à procura de mais. Além das séries, sua paixão se divide entre livros – que ocupam mais espaço do que as roupas no armário – e Londres, local que deseja viver até morrer um dia. Webmiss do Gleek e do Fanfics Vampire Diaries, colunista do Halo Desfocado.

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