Ian Brennan explica a proposta da 4ª temporada de Glee

Bruna Kubik 18 de setembro de 2012 Glee Comentários
Ian Brennan explica a proposta da 4ª temporada de Glee

A equipe do The Hollywood Reporter conversou com Ian Brennan, um dos co-criadores e produtores executivos de Glee. Nesta entrevista, Ian fala sobre a 4ª temporada da série. Veja:

Tradução: Carolina Soares | Equipe Gleek BR

“Grande parte do programa é sobre dizer aos colegiais a seguirem seus sonhos — você na verdade queria ver seu personagem principal passar por isso”, o produtor executivo conta ao “The Hollywood Reporter”.

A tão alardeada 4ª temporada de Glee estreou na quinta passada enquanto o musical da Fox desenrola seu formato de locação dividida com enredos a partir de um novo set em Nova York fundido com a casa central do dramédia em Ohio.

A reinicialização suave irá ver os personagens do núcleo do programa — Rachel Berry (Lea Michele), Kurt Hummel  (Chris Colfer) e Finn Hudson (Cory Monteith) entre eles — deixarem os limites de Ohio e se aventurarem no mundo real, prosseguindo uma grande meta que foi estabelecida no piloto.

É um salto que durante o verão permaneceu um ponto de interrogação para os 15 regulares do programa: Como um programa situado em um colegial de Ohio fará enredos para vários personagens que se separarão para locais diferentes, incluindo Nova York, Chicago e Los Angeles? O plano ambicioso também chamou sangue novo para o programa, o que foi feito com o retorno do vencedor da primeira temporada de “The Glee Project”, Samuel Larsen e o Alex Newell, assim como novos rostos como Dean Geyer (Brody), Jacob Artist (Jake), Becca Tobin (Kitty) e Melissa Benoist (Marley). Somados a arcos de múltiplos episódios de Kate Hudson e Sarah Jessica Parker, e Glee soa quase irreconhecível.

O “The Hollywood Reporter” conversou com o co-criador e produtor executivo Ian Brennan na estreia da quarta temporada de Glee quarta-feira em Hollywood para discutir a revitalização da série, como a localização de Nova York é primordial para seu novo (velho) horário e como o programa continuará a fazer enredos para 15 —amados — personagens que estão voltando.

THR: Foi uma decisão intencional não fazer a cisão proposta e em vez disso fundir ambos os enredos de Nova York e Lima na 4ª temporada?

Ian Brennan: Tudo volta para nós dizendo no piloto que Rachel é do segundo ano. Nós plantamos a semente para sua formatura em três anos, e na hora, quando você está escrevendo um piloto, você não está pensando em quatro anos à frente. Era sobre a 2ª temporada uma vez que sabíamos que o programa estava funcionando, que nós teríamos que lidar com isso em algum ponto. Foi falado de um spinoff*, mas pareceu melhor incorporá-lo no programa, particularmente porque nós gastamos tanto tempo. Grande parte do programa é sobre dizer a colegiais para seguirem seus sonhos — você na verdade queria ver sua personagem principal passar por isso e ser o grande peixe em uma lagoa pequena para ser um grande peixe na maior lagoa de todas: Nova York. Pareceu que era o que nós devíamos ao público.

O quanto você estava nervoso sobre mudar a série?

Foi um pouco estressante quando viemos a isso até o final do ano passado, que isso estava acontecendo. Como escritores, nós não tivemos um hiato; nós ficamos trabalhando durante a pausa e tentando decifrar como seria Nova York e quem estaria lá: Quem eram os personagens? Como Rachel irá se sentir? Nós trabalhamos nisso por um tempo. Nós sabíamos bem cedo que seríamos capazes de conseguir Kate Hudson, o que é louco de se conseguir. Eu pessoalmente não sabia como isso iria funcionar, mas em 30 segundos vendo o primeiro corte do primeiro episódio, apenas funciona. É perfeito, e o programa parece ligeiramente diferente, mas totalmente o mesmo; o tom é um pouco diferente, mas é ainda muito Glee. Parece que o programa cresceu e floresceu e nós fomos capazes de contar histórias maiores. As histórias parecem mais adultas, e é mais adequado para as 9h da noite, o que é bom para mim como escritor.

O plano sempre foi trazer de volta ao horário das 9 da noite?

Nós começamos lá, então, sempre seria um programa da 9 da noite. E então, a Fox queria que nós ancorássemos, o que é totalmente o que eu faria também como uma rede. É legal nos encontrarmos de volta lá ao horário no qual você pode ser um pouco mais ousado. Parece que o programa tem algum espaço para respirar; parece familiar ainda que totalmente novo. Os atores que temos são fantásticos, e Kate Hudson é tão boa. Foi uma daquelas tacadas de mestre que o (co-criador) Ryan (Murphy) orquestrou e quando ele falava sobre isso eu ficava animado. Você a vê por um segundo no programa e funciona; ela é realmente competente, talentosa e sexy.

Haverá tipos diferentes de episódios — em Ohio, Nova York e em ambas as locações?

Sim, haverá alguns que focarão mais em Lima, e haverá alguns que irão focar muito mais em Nova York. Isso é o que é ótimo sobre essa fórmula: permite-nos um pouco mais de poder para contar diferentes tipos de histórias; nós não estamos sempre amarrados a um lugar específico, e nós podemos ir e voltar dependendo do que estamos sentindo no momento e o que o programa está nos dizendo. É como se o programa tivesse um novo sopro de vida, o que é animador.

Alguns dos personagens que continuam no McKinley — Will Schuester (Matthew Morrison), por exemplo — poderiam acabar em Nova York por um tempo?

Definitivamente. Eu me surpreenderia em ver Will Schuester aparecer em Nova York. Isso é o que é tão ótimo sobre o programa — nós não estamos realmente perdendo ninguém, nós apenas ganhamos mais pessoas e nós sempre temos esse elenco maravilhoso a qualquer momento no nosso bolso. Estamos rastreando todos eles e sabemos onde todos estão, e será ótimo apimentá-los de volta da maneira que se adaptem a história.

Todos os 15 regulares da série da 3ª temporada voltarão. O quanto eles estarão envolvidos? Alguns voltarão no segundo episódio brevemente. Os seus retornos serão breves ou maiores que um episódio?

Não, os veremos indo e vindo. Nós não queremos ter pessoas apenas para aparições; queremos segui-los porque o público se importa e nós nos importamos. Esses são personagens que vimos crescer e virarem adultos, e nós queremos segui-los. Será sempre enraizado no McKinley. Realmente nos dá muitas opções como escritores.

Os veteranos desse ano do McKinley — Artie (Kevin McHale), Tina (Jenna Ushkowitz), Blaine (Darren Criss), etc. — também farão a mesma coisa que Rachel e companhia?

Nós veremos como isso funciona como um formato, mas sim, isso que é ótimo: os veteranos irão se formar, e nós os seguiremos enquanto seguimos em frente, mas então nós teremos uma nova safra de jovens. Refresca o programa todo e é muito animador escrever sobre.

Se o enredo da locação de Nova York se provar bem sucedido, você pode revisitar a ideia de um spinoff?

Eu nem tinha pensado nisso. Talvez, entretanto eu não quereria bagunçar esta fórmula que temos agora, porque eu acho que vai funcionar.

*spinoff: série que deriva de outra.

Fonte: The Hollywood Reporter

Sobre o Autor

Ex-estudante de Letras, futura estudante de Psicologia, fã de Glee e super fã de outras séries. Comecei a assistir Glee no final de 2011 e não levou muitos episódios para que eu virasse fã. Webmiss do Gleek e do Fanfics Vampire Diaries, colunista do Halo Desfocado.